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Adotar um gatinho é sempre uma alegria para nós que amamos estes serzinhos encantadores. Adotar dois, três, dez é melhor ainda. Não é mesmo? Para os gateiros de plantão, quanto mais, melhor.
Ouvimos todos os dias vários depoimentos de nossos
seguidores sobre as alegrias, as dificuldades, as dúvidas e até as tristezas
envolvidas no processo de adoção. Afinal, é um novo membro na casa. Certo?
Eles são como uma nova pessoa na família e como qualquer
pessoa tem suas particularidades, manias e principalmente, personalidade.
Se tem uma coisa que nós, gateiros, sabemos bem é que cada
gatinho tem uma personalidade diferente.
E graças às diferentes personalidades de cada um desses
serzinhos, na hora da adaptação com um novo gatinho que chega à casa, problemas
podem acontecer.
Espalhadas pela internet estão dezenas de “receitas de bolo”
sobre a adaptação de um novo gatinho ou a de um gatinho que já vive na casa.

Mas, sobre as complicações, as dificuldades e desafios sobre
a adaptação de gatos e o que fazer quando todas as “receitas de bolo” foram
testadas e nenhuma funcionou, não se fala muito por aí. E agora vamos te falar
algumas coisas que não te contam sobre adaptação de um novo gato à casa e aos
gatos que já vivem nela.
Então, vamos contar um pouco da nossa história aqui.
Vamos falar sobre a adaptação dos nossos filhos, Sheldon eLéia, que NÃO SE ADAPTARAM. Sim, nós também vivemos os desafios existentes na
criação e convivência com gatinhos e queremos mostrar um pouquinho como é por
aqui.
Bem, o Sheldon é um gato sistemático, temperamental,
conversador, chorão, manhoso, sensível, companheirão, paizão (ele nunca teve
filhos, mas sempre cuidou muito bem de todos os gatinhos que passaram pela sua
vida).
Enfim, por mais de um ano ele foi o único filho da casa e,
com isso, acabou dominando o território tendo que dividir sua casa apenas com
humanos.
Sim, a casa é dos gatos e os humanos apenas moram de favor, rs.
Sempre soubemos que o Sheldon nunca aceitaria um outro
gatinho em casa e por isso decidimos ficar só com ele.
Mas, como a vida é uma caixinha de surpresas...
Estávamos de férias na Bahia, inclusive ficamos em um
condomínio repleto de gatos, cerca de 15. Todos os moradores tinham gatos e
alguns até mais
de um.
Foi ali que o Sheldon teve o seu primeiro contato com outros
gatos desde que veio morar com a gente. E também foi ali que nasceu a
ComuniCat, pois chamávamos o condomínio de “ComuniCat, a comunidade dos gatos”.
Lá ele fez o seu melhor amigo Lang Lang, teve a sua primeira
paixão por uma gatinha chamada Vitória, que inclusive estava grávida do Lang
Lang, rs. Amigo “fura olho”, rs. Sheldon foi feliz o tempo que esteve lá e
viveu muitas aventuras.
Ele convivia com vários gatinhos o dia todo, mas no fim do
dia, ele sabia que dentro de casa só existia ele e que ele era o dono de tudo.
Até que um dia, andando pelas ruas da cidade, apareceu
aquela gatinha magrelinha, sujinha, fedidinha, mas, uma gatinha e todo gateiro
do mundo não resiste a um gatinho de rua que já vai logo fazer um carinho. Né?
Só que aquela princesinha, branquinha encardida, de olhos
azuis tristes e costelinhas à mostra, logo pulou no colo e não quis mais sair.
Então, não dava para deixá-la ali.
E assim, aquela gatinha foi para a nossa casa de temporada,
a recolhemos como lar temporário exatamente por causa do Sheldon, e logo
começamos a postar em nossas redes sociais que ela estava à procura de um lar.
Dois dias depois descobrimos que estava doentinha e
começamos a saga atrás da cura dela, queríamos que a família que a adotasse a
levasse saudável. Mas, a saúde dela demandava muitos cuidados e sabíamos que
ninguém cuidaria dela como nós. Então, resolvemos ficar com ela e a batizamos
como Princesa Léia, pois ela foi uma princesa guerreira e até hoje é.
Inclusive, viajamos mais de 3.000km com a Léia e o Sheldon
para voltarmos para nossa casa e a novo lar da Princesa. Em outra oportunidade
contamos a história da Léia.
Voltando à adaptação, já na hora que a Léia entrou em casa o
Sheldon partiu para cima e imediatamente tivemos que separá-los. Deixamos a
Léia em um quarto por alguns dias.
Fizemos todas as “receitas de bolo” que encontramos na
internet e nada funcionou. Mas, um dia chegamos em casa e a Léia tinha
conseguido abrir a porta do quarto e saiu. Quando chegamos, a casa estava toda
revirada, o Sheldon escondido em um cantinho debaixo do sofá e ela, plena na
cama dele.
Desse dia em diante percebemos que ela é que seria a dona da
casa e ele teria que se adaptar.
Voltamos para a nossa cidade e continuamos com a separação.
Um no quarto e o outro pela casa. Sempre revezando.
Os dias se passaram, nossas tentativas de adaptação nunca
pararam, criamos a Comunicat que nos ajudou muito a nos comunicarmos com outros
gateiros (E esse sempre foi o objetivo da Comunicat. Nos comunicar com outros
gateiros e trocarmos experiências), recebemos dicas valiosas e continuamos
nossas tentativas de adaptação entre os dois. Nunca desistimos dos dois e nunca
desistiremos.
Infelizmente, as semanas se passaram, os meses se passaram e
completamos um ano com a Léia em nossas vidas. E eles ainda não se adaptaram.
Toda vez que tentamos aproximá-los, ela caça o Sheldon.
Isso mesmo! Corre atrás
e o ataca feio. E ele sempre se machuca, pois não reage. Simplesmente fica
quieto apanhando. É claro que sempre separamos a briga, mas um segundo de fight
até separarmos já causa bons estragos. Não fica apenas nos tufos de pelo voando
pela casa.
Então, decidimos que paciência seria o nosso lema nesse
processo de adaptação e assim, estamos convivendo bem e em harmonia até hoje.
Porém, como os dois separados.
Todos os dias fazemos o nosso ritual. Um fica no quarto e
outro na casa para trabalharmos.
Alternamos essa dinâmica todos diariamente.
Quando chegamos do trabalho ficamos um tempinho com o que
ficou solto e claro, damos atenção também ao que ficou no quarto. Brincamos,
alimentamos, mimamos, fazemos carinho, assim como todo gateiro.
Assistimos TV
com eles e eles adoram. Sheldon gosta de Grey’s Anatomy e a Léia adora The
Walking Dead. Eles também amam jogos para gatos no tablet.
Começamos há algum tempo a abrir uma fresta da porta para
que eles possam se ver, eles passam um tempinho se olhando e depois começam com
as brincadeiras de tapas, mas logo temos que separar para que não vire briga.
De uns tempos para cá o Sheldon começou a miar muito na
porta do quarto quando a Léia está lá. Então, sempre abrimos a frestinha para
que ele possa vê-la nessa hora. Tentamos respeitar a hora dele de encontrá-la.
Já Princesa, não é muito falante, mas às vezes mia e temos
observado que é sempre quando ele está do outro lado da porta. Ela também tem
se aproximado da porta do quarto quando ele está fechado.
Imaginamos que possa
ser uma tentativa de aproximação e também abrimos a fresta da porta para que
ela possa vê-lo na sua hora, no seu momento.
Às vezes, pegamos o Sheldon no colo e o levamos até a Léia. Sempre
rolam uns olhares, mas logo começam os sons característicos de quem vai começar
uma briga.
E assim, seguimos pacientemente nossa vida com nossos filhos.
Fazemos tudo isso com muito amor e paciência e sabemos que, como dito lá atrás,
ninguém cuidaria deles como nós cuidamos. Nem todos têm a disponibilidade de se
adaptar às particularidades dos gatos ou de qualquer outro animal (mas, os
gatos são mais cheios de manias que os outros) e nem paciência para situações
que demandam muito tempo para serem resolvidas.
No momento estamos tentando algumas dicas de adaptação que o
próprio Alexandre Rossi, o Dr. Pet, nos passou através do quadro "Perguntas e Respostas promovido pela Hills Pet Nutrition Brasil e temos esperança de que um dia
ainda vamos ver esses dois lindos grudadinhos correndo juntos pela casa.
Para quem está tendo dificuldades em adaptar seus gatinhos,
confira o vídeo feito pelo Dr. Pet para ajudar a Comunicat a adaptar o Sheldon
e Princesa Léia.
Boa sorte, gateiros!
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Bom é tudo uma questao de tempo para ambos e nuita paciencia que todos se deem bem, porem estou com esse pq problema mas sei que vou cobseguir fazerem amigos afinal eles que nos ensinam 💋
ResponderExcluirTemos esperança de que um dia o Sheldon e Léia se darão bem. Enquanto isso vamos todos os dias trabalhando mais um pouquinho, com muita paciência e amor ;)
ExcluirBoa tarde! Tudo bem? Estou com o mesmo problema em casa. Eu já tinha uma gato de 1 no e 6 meses em casa e adotei um outro adulto (que sofreu muito nas ruas) de 2 anos. Fiz todos os passos da apresentação deles, no começo corria tudo muito bem e de forma natural, tudo indicava que os 2 iam ser amigos logo, dormiam na mesma cama comigo, brincavam de brigar e etc. Só que com o passar do primeiro mês a boa convivência foi se tornando perseguição. O meu gato primogênito começou a atacar o gato novo (que é extremamente pacífico, medroso e traumatizado) durante as brincadeiras. O gato novo não se defende e o meu primogênito se aproveita disso. A adoção aconteceu em Fevereiro, eles focaram 2 meses juntos e tive que separar por causa das perseguições e ataques. Estou fazendo de tudo, dando florais pros 2, brincando, seguindo todas as dicas do livro do Jackson Galaxy, comprei o Feliway Friends, mas sempre que tento um pequeno momento dos dois juntos pela casa as perseguições voltam e preciso separar. Eles ficam bem juntos apenas na hora do patê. Devo continuar tentando? Isso tudo deixa a gente com uma enorme sensação de frustração, né? Vejo pessoas com tantos gatos e não consigo fazer 2 serem amigos. :(
ResponderExcluirOlá. Tudo bem?
ExcluirA primeira dica que podemos e devemos dar é: continue tentando. Eles precisam da nossa paciência e do nosso amor.
Por aqui já fizemos de tudo e até hoje a convivência do Sheldon e da Léia é separada. E lá se foi 1 ano. Mas, tentaremos pelo tempo que for necessário.
Uma coisa que tem nos ajudado a ter uma leve evolução (pelo menos pararam de rosnar um para o outro) é abrir a fresta da porta todos os dias e deixá-los brincar de tapas (brincadeira comum entre gatos). Fazendo isso eles não estão se estranhando tanto, os sons raivosos diminuiram e eles parecem "felizes" brincando.
Estamos com esperanças.
Também ficamos encabuladas como as pessoas conseguem ter tantos gatos e fazer com todos se deem bem e a gente só dois não conseguimos ainda. Mas, compreendemos que cada um tem o seu tempo e a sua personalidade. Aqui a Léia, que chegou por último, é a territorialista e a que ataca o Sheldon, que é tranquilo e já estava com a gente.
Muitos lambeijos e boa sorte para nós ;)